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Hábito de tomar café pode trazer benefícios à saúde- 18/05/2012 Hábito de tomar café pode trazer benefícios à saúde- 18/05/2012(0)

O café é de fato uma preferência nacional. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), o tradicional cafezinho é a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, só perdendo para a água. Apesar de popular, muitos ainda acreditam que o consumo da bebida pode fazer mal a saúde, o que especialistas da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) e do Instituto do Coração desmentem.

Entre os benefícios já conhecidos proporcionados pelo consumo moderado do café está a prevenção de várias doenças como a apatia e a depressão. A bebida também aumenta o estado de vigília do cérebro e diminui a sonolência

Recentemente, foi descoberto que o café apresenta grande capacidade antioxidante o que pode ajudar a prevenir o estabelecimento de algumas doenças degenerativas. A descoberta foi apresentada na dissertação de Mestrado da aluna da UFRJ, Taíssa Torres, sob a orientação da pesquisadora doutora em Ciências de Alimentos Adriana Farah.

O médico Luiz Antonio Machado, do Incor, afirma que hoje se sabe que o café não faz mal à saúde, se tomado em quantidades moderadas e habituais, até quatro xícaras de café ao dia. A equipe do Instituto está agora realizando estudos para saber os efeitos do café na pressão arterial e no coração de pacientes que já têm doença das coronárias. O médico estudioso acredita que, para diminuir o preconceito das pessoas com relação ao café, a pesquisa e sua divulgação são excelentes aliados.

O café também é um forte aliado no combate às deficiências nutricionais que atingem parte da população brasileira. Com o objetivo de aproveitar a popularidade da bebida a favor da melhoria da nutrição especialistas da UFRJ criaram o café torrado e moído, fortificado com ferro e zinco.

A iniciativa visa suprir o consumo inadequado de alguns minerais, abaixo dos níveis recomendados pelos padrões internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente nos paísesem desenvolvimento. Aindanão há previsão de quando o produto deve chegar ao mercado, mas o objetivo principal é que ele venha a ser empregado como uma ferramenta de apoio às políticas de assistência à saúde.

Fonte: Cafe Facil

Governo apresenta plano para reestruturar cafeicultura no Paraná- 18/05/2012 Governo apresenta plano para reestruturar cafeicultura no Paraná- 18/05/2012(0)

As dificuldades de obtenção de mão de obra e o aumento nos custos de produção vêm desestimulando a produção de café no Paraná. Nos últimos 12 anos, a área plantada foi reduzida em 46%. Para reverter essa queda, o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, apresentou nesta quinta-feira (17), em Maringá, o plano para reestruturação da cafeicultura no Paraná. O plano prevê, entre outras medidas, a readequação de lavouras e treinamento de técnicos e produtores, visando a difusão de tecnologia para dobrar a produtividade do café no Estado e elevar a renda do produtor.

A apresentação foi feita durante a Expoingá, que será encerrada neste domingo (20) e contou com a presença das principais lideranças de cooperativas, dos sindicatos rurais, prefeituras e agentes financeiros. O objetivo do encontro foi obter o comprometimento dessas entidades com o plano, baseado em propostas feitas pela Câmara Setorial do Café. Segundo o secretário, o café é viável no Paraná, proporciona renda aos municípios e pode gerar renda também para os produtores se eles contarem com o apoio das entidades e governos para introduzir tecnologia no processo de produção.

O plano visa reverter a tendência de queda na produção e eliminar o déficit hoje existente entre a produção e a demanda no Estado. Atualmente a produção média anual de café no Paraná varia de1,8 a2,5 milhões de sacas de café beneficiadas e o consumo já é de 3,6 milhões de sacas beneficiadas por ano.

Entre os desafios a serem enfrentados, Ortigara citou a necessidade de conter o avanço da erradicação no plantio. A área plantada caiu de 164 mil hectares em 2000 para 88 mil hectares em 2012. O secretário também defendeu a necessidade de aumentar a produtividade das lavouras com a introdução da mecanização para reduzir a dependência de mão de obra e melhorar a oferta de café de qualidade.

A intenção é praticamente dobrar a produtividade média atual, que atualmente é de 22 sacas beneficiadas por hectare, para no mínimo 40 sacas beneficiadas por hectare, obtendo um café de boa qualidade em 80% da produção. Para isso, o plano tem como estratégia a capacitação de técnicos e produtores, criação de unidades demonstrativas e análises do custo de produção.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento se dispõe a captar recursos nas linhas normais de crédito dos governos federal e estadual. Porém o secretário quer o comprometimento dos agentes financeiros para facilitar mais linhas de crédito para o plantio de café. As lideranças presentes à reunião reivindicaram a redução dos juros nas linhas de crédito para investimentos.

PLANO – O plano prevê a sustentabilidade econômica, social e ambiental das pequenas e médias propriedades com café, por meio da readequação das lavouras. A meta até 2014 é plantar uma média de 8 mil hectares por ano, totalizando um aumento de 32 mil hectares na área plantada; readequação em 54 mil hectares com podas em 60% das lavouras com potencial de recuperação, preparando-as para mecanização e implantação e adequação de infraestrutura de máquinas e equipamentos para produção mecanizada.

POLÍTICAS PÚBLICAS – Segundo o engenheiro agrônomo Paulo Franzini, do Departamento de Economia Rural (Deral), a cafeicultura paranaense vem sendo objeto de sucessivas políticas públicas de apoio à produção deste que a cultura entrou em decadência no Estado. Em 1990, foi implantado um novo modelo tecnológico, o café adensado. Naquela época o objetivo era aumentar a produtividade do café.

No ano 2000 foram introduzidos conceitos para melhorar a qualidade e implantados os concursos de café qualidade para estimular o produtor. Em 2007 foi lançado o plano de sustentabilidade da cafeicultura familiar e em 2009, o programa de apoio à produção de mudas.

Em2011, aCâmara Setorial do Café propôs o Plano de Reestruturação e Difusão de Tecnologia, que está em andamento e agora deverá ganhar um impulso maior com mais recursos e a adesão de entidades e agentes financeiros, prevê Franzini.

Segundo o Deral, em 2011 as lavouras de café ocuparam uma área total de 90 mil hectares, distribuídos em 200 municípios. São cerca de 12 mil produtores no Estado, dos quais 83% são agricultores familiares. As lavouras geram em torno de 50 mil empregos permanentes e 150 mil empregos temporários.

Fonte: Noticias Agricolas

 

SEGURO – O secretário Norberto Ortigara também participou, durante a Expoingá, do seminário sobre seguro agrícola. Ortigara fez um alerta aos produtores rurais paranaenses sobre as medidas necessárias para minimizar os riscos dos efeitos climáticos nas lavouras.

 

Ele lembrou que a cada três anos a agricultura do Paraná sofre com estiagens prolongadas ou excesso de chuvas, que provocam prejuízos financeiros elevados e colocam em risco a sustentabilidade econômico-financeira do agronegócio.

 

“Os agricultores devem desenvolver uma cultura de investimentos em seguros privados sobre as lavouras para reduzir o risco”, disse. Ao mesmo tempo, afirmou o secretário, o governo federal precisa investir mais em recursos destinados ao seguro agrícola para que o agronegócio continue contribuindo de forma expressiva para a balança comercial, controle da inflação e garantia de abastecimento alimentar interna, evitando fortes pressões sociais.

 

De acordo com Ortigara, além da necessidade do uso racional da água, é preciso que os produtores também invistam em tecnologias modernas de produção que reduzam os efeitos de adversidades climáticas. “A base, porém, é o agricultor contar com um seguro agrícola, mas que não seja tão caro como na atualidade”, afirmou.

 

Neste contexto, disse Ortigara, a política agrícola precisa fortalecer os institutos de seguro para que o custo diminua. Ele lembrou que o governador Beto Richa vem ampliando as parcerias em seguro agrícola, garantindo 15% da premiação em caso de frustração da produção de trigo. O benefício será estendido às lavouras de milho safrinha e café.

Preço do café do Vitenã no maior nível em sete meses- 18/05/2012 Preço do café do Vitenã no maior nível em sete meses- 18/05/2012(0)

Os preços do café no Vietnã, subiu para o nível mais alto em quase sete meses. As exportações caíramem abril. Ocafé da nação do sudeste asiático chegou a 42.000 dongs ($ 2,02) o quilo ontem (2.2 libras), o maior preço desde 18 de outubro, os dados do Dak Lak Comércio & show Centro de Turismo. Exportações de café vietnamita caiu 19 por cento para 168,228 mil toneladas em abril, de um mês antes.

Os agricultores no Vietnã não estão dispostos a vender café abaixo de 40.000 dong por quilo e os processadores não quer pagar mais, Volcafe, a unidade de café de commodities trader ED & F Man Holdings Ltd., disse em um relatório por e-mail 11 de maio. Dak Lak é o maior do Vietnã, região produtora de café.

Fonte: AgnoCafe

Preocupações com o clima impulsiona o café em NY – 18/05/2012 Preocupações com o clima impulsiona o café em NY – 18/05/2012(0)

As preocupações com o clima nas regiões produtoras do Brasil, maior fornecedor global de café arábica, impulsionaram os preços do grãoem Nova Yorkontem. Os papéis para julho subiram 210 pontos, para US$ 1,8010 por libra-peso.

A colheita brasileira está atrasada (principalmenteem São Pauloe Minas Gerais), devido ao excesso de chuvas. De acordo com a Bloomberg, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, colheu apenas 0,6% de sua área total até 12 de maio, ante 5% no mesmo período do ano passado.

“Isso não é um problema ainda, já que a colheita começou há pouco e ainda podemos recuperar o tempo perdido”, afirma Jorge Florêncio Ribeiro Neto, gerente da Cooxupé.

Fonte: AgnoCafe

Produtores interrompem a colheita do café por causa da chuva em MG- 17/05/2012 Produtores interrompem a colheita do café por causa da chuva em MG- 17/05/2012(0)

O trabalho é apenas da roçadeira e para os funcionários que limpam as ruas do cafezal. A colheita prevista para começar no início da semana teve que ser adiada por causa da chuva. Uma fazenda que fica em Machado, sul de Minas Gerais, tem150 hectaresde café e deve produzir nesta safra cinco mil sacas.

A chuva dos últimos dias prejudicou também o transporte dos grãos das lavouras para o terreiro, principalmente em propriedades onde as estradas são muito íngremes e com o solo molhado, a passagem das carretas fica praticamente impossível. Em outra propriedade, em Alfenas, está tudo parado e o produtor preocupado. Ela já havia começado a colher o café.

Nos pés, muitos grãos já passaram do ponto e mostram sinais de que estão com fungos ou mofo, reflexo da umidade provocada pela chuva. O café que já está no terreiro também foi prejudicado. O produtor Ângelo Munhoz tem60 hectaresde café e espera colher 1.500 sacas, mas já teme perder parte da produção.

Fonte: AgnoCafe

Café : Adido do USDA aponta safra brasileira 2012/13 em 55,9 milhões de sacas – 17/05/2012 Café : Adido do USDA aponta safra brasileira 2012/13 em 55,9 milhões de sacas – 17/05/2012(0)

O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil apontou a safra brasileira de café 2012/13 em 55,9 milhões de sacas, com aumento de 13,6% no comparativo com a safra 2011/12, indicada pelo USDA em 49,2 milhões de sacas. O incremento deve-se especialmente ao aumento na produção do arábica por conta da bienalidade da lavoura cafeeira, sendo 2012/13 um ano de alto ciclo produtivo. Além disso, o adido cita o bom potencial produtivo do robusta (conillon), principalmente no estado do Espírito Santo.


O adido estima a safra 2012/13 de arábica em 40,2 milhões de sacas, 15,8% 
a mais que em 2011/12 (34,7 milhões de sacas). Já a safra de robusta é colocada em 15,7 milhões de sacas em 2012/13, 8,3% acima do colhido em 2011/12 (14,5 milhões de sacas).


Como comparação, enquanto o adido do USDA estima uma safra 2012/13 
brasileira de 55,9 milhões de sacas, a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) apontou a mesma safra no seu segundo levantamento em 50,45 milhões de sacas. O número do USDA é, dessa forma, 10,8% superior à estimativa do governo brasileiro.

   O adido prevê exportações totais de 34,0 milhões de sacas em 2012/13 (julho/junho), com incremento de 12,2% sobre 2011/12, quando os embarques foram indicados em 30,3 milhões de sacas. A subida do dólar contra o real estimula uma maior agressividade e competitividade do café brasileiro, diz o adido do USDA.

Os estoques finais de 2012/13 estão indicados em 2,926 milhões de sacas, com aumento de 63,8% contra 2011/12 (1,786 milhão de sacas).


O consumo interno brasileiro, segundo o USDA – com dados da Associação 
Brasileira da Indústria do Café (ABIC) -, deverá subir para 20,76 milhões de sacas em 2012/13, crescimento de 3,5% no comparativo com 2011/12 (20,060 milhões de sacas).

As informações partem do USDA.

Fonte : Safras & Mercado  

 

O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil apontou a safra brasileira de café 2012/13 em 55,9 milhões desacas, com aumento de 13,6% no comparativo com a safra 2011/12, indicada pelo USDA em 49,2 milhões de sacas. O incremento deve-se especialmente ao aumento naprodução do arábica por conta da bienalidade da lavoura cafeeira, sendo 2012/13 um ano de alto ciclo produtivo. Além disso, o adido cita o bom potencial produtivo do robusta (conillon), principalmente no estado do Espírito Santo.    O adido estima a safra 2012/13 de arábica em 40,2 milhões de sacas, 15,8%a mais que em 2011/12 (34,7 milhões de sacas). Já a safra de robusta é colocada em 15,7 milhões de sacas em 2012/13, 8,3% acima do colhido em 2011/12 (14,5 milhões de sacas).    Como comparação, enquanto o adido do USDA estima uma safra 2012/13 brasileira de 55,9 milhões de sacas, a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) apontou a mesma safra no seu segundo levantamento em 50,45 milhões de sacas. O número do USDA é, dessa forma, 10,8% superior à estimativa do governo brasileiro.   O adido prevê exportações totais de 34,0 milhões de sacas em 2012/13 (julho/junho), com incremento de 12,2% sobre 2011/12, quando os embarques foram indicados em 30,3 milhões de sacas. A subida do dólar contra o real estimula uma maior agressividade e competitividade do café brasileiro, diz o adido do USDA.    Os estoques finais de 2012/13 estão indicados em 2,926 milhões de sacas, com aumento de 63,8% contra 2011/12 (1,786 milhão de sacas).    O consumo interno brasileiro, segundo o USDA – com dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) -, deverá subir para 20,76 milhões desacas em 2012/13, crescimento de 3,5% no comparativo com 2011/12 (20,060 milhões de sacas).     As informações partem do USDA.

Três xícaras de café ao dia reduzem risco de morte na maturidade, diz estudo- 17/05/2012 Três xícaras de café ao dia reduzem risco de morte na maturidade, diz estudo- 17/05/2012(0)

Adultos de50 a71 anos que bebem pelo menos três xícaras de café por dia podem reduzir o risco de morrer em 10% com relação àqueles que não consomem a bebida, revelou um estudo do Instituto Nacional do Câncer (NCI), dos Estados Unidos, publicado nesta quarta-feira (16).

A pesquisa foi feita com base em um questionário aplicado a um grupo de 400 pessoas que estavam nesta faixa etária entre 1995 e 1996. Os participantes foram acompanhados até 31 de dezembro de 2008.

Os resultados, divulgados na revista médica New England Journal of Medicine (NEJM), demonstraram que as pessoas que consumiram, em média, três xícaras de café por dia, normal ou descafeinado, tiveram menos risco de morrer de doenças cardiovasculares e respiratórias, AVC, ferimentos, acidentes, diabetes e infecção do que as pessoas que não ingeriram a bebida.

Os cientistas, contudo, notaram um aumento muito sutil no risco de câncer entre os homens que consumiram muito café. Ao contrário, entre as mulheres não foi constatado um vínculo direto entre o fato de beber café e mortes por câncer.

Para não haver falsos resultados, os autores da pesquisa também levaram em conta outros fatores de mortalidade, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

No entanto, alertaram para o fato de que não podem afirmar com certeza, em termos científicos, que o consumo do café prolongaria a vida.

“O café é a bebida mais consumida na América, mas o vínculo entre este consumo e o risco de morte não está claro”, afirmou o doutor Neal Freedman, da divisão de epidemiologia de câncer e genética do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, principal autor da pesquisa.

“Nós descobrimos que o consumo de café estava ligado a um risco menor de mortalidade em geral”, acrescentou.

“Ainda que não possamos concluir a existência de uma relação de causa e efeito entre beber café e um risco menor de morte, pensamos que estes resultados dão certas garantias ao fato de que a bebida não faz mal à saúde”, acrescentou o doutor Freedman.

Os cientistas destacaram, ainda, que os hábitos de consumo do café na residência dos participantes foram estimados com base em um questionário sobre um período determinado. Sendo assim, não refletem atitudes de longo prazo.

Argumentaram igualmente que não obtiveram informações sobre o preparo do café (expresso, filtrado etc) e, portanto, sobre os efeitos protetores da bebida com base nos níveis dos ingredientes utilizados.

“O mecanismo pelo qual o café reduziria a mortalidade não está claro porque esta bebida contém mais de mil substâncias diferentes que podem, potencialmente, afetar a saúde”, explicou o doutor Freedman.

“Entre estas substâncias, a cafeína é a mais estudada, mas nesta pesquisa os efeitos protetores foram os mesmos, inclusive entre os bebedores de café descafeinado”, revelou.

Fonte: Bol

 

Café volta a não sustentar ganhos e tem nova retração na ICE- 17/05/2012 Café volta a não sustentar ganhos e tem nova retração na ICE- 17/05/2012(0)

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram a sessão desta quarta-feira com ligeiras quedas, em uma sessão caracterizada pela volatilidade e por, mais uma vez, os ganhos iniciais não conseguirem ser mantidos. Após uma abertura em baixa, rapidamente compras especulativas e coberturas de posições short começaram a ser registradas e as cotações experimentaram bons ganhos, com o julho batendo no melhor patamar desde 3 de maio.

No entanto, diante de um quadro externo pouco atrativo e com a falta de “fôlego” dos compradores, os ganhos foram desacelerando gradativamente, até o encerramento com quedas modestas. Tecnicamente, o mercado continua demonstrando um quadro sobrevendio, principalmente após o julho ter batido recentemente no seu pior nível de preços em 20 meses, no patamar de 172,20 centavos de dólar por libra. No entanto, as esperadas correções não conseguem se concretizar de forma efetiva, já que resistências básicas, como o nível de 185,70 centavos, não são nem sequer testadas.

Fundamentalmente, o mercado conta com poucas novidades. Os vendedores se mostram mais reticentes diante do “mercado climático” brasileiro, mesmo com a perspectiva de que nos próximos dias não deverão ocorrer geadas nas regiões produtoras do país. Na Colômbia, as chuvas continuam, mas o nível de precipitação é inferior ao registrado na mesma época do ano passado.

No encerramento do dia, o julhoem Nova Iorqueteve queda de 40 pontos, com 178,00 centavos, sendo a máxima em 182,15 e a mínima em 175,50 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 50 pontos, com a libra a 180,20 centavos, sendo a máxima em 184,40 e a mínima em 178,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 22 dólares com 2.189 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 6 dólares, com 2.171 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o café teve um dia que seguiu o roteiro das sessões anteriores, com os altistas em busca de ampliar o movimento corretivo e de posicionar o julho próximo das resistências básicas, ao passo que os vendedores, acima do nível de 180,00 centavos se mostram mais efetivos, o que impede que avanços mais consideráveis possam ser verificados.

Por sua vez, os fatores externos também pressionam o café. As bolsas de valores nesta quarta voltaram a demonstrar fraqueza, em continuidade dos temores com a situação da Grécia, ao passo que o dólar voltou a registrar avanços em relação a uma cesta de moedas internacionais. O dólar registra, ao longo desta semana, uma forte valorização em relação ao real brasileiro, batendo nos melhores níveis em três anos e, diante disso, os vendedores dessa origem se sentem estimulados a realizar alguns lucros, vendendo em dólar e obtendo preços mais atrativos na moeda local.

“As correções são buscadas mas não concretizadas, mesmo diante do quadro sobrevendido e os fatores externos apenas colaboram para a consolidação desse cenário relativamente travado. Os altistas, efetivamente, se mostram com uma força restrita e, diante dessa quase passividade, alguns operadores trabalham com a perspectiva de os bears (baixistas) voltarem a ganhar corpo, o que poderia fazer com que o nível de baixa de 20 meses pudesse ser novamente testado”, disse um trader.

As exportações de café de Uganda, em maio, poderão ter uma queda de 29%, se comparadas com o mesmo mês do ano passado. Essa diminuição seria conseqüência de os grãos estarem tendo uma formação mais atrasada e, além disso, o transporte para áreas de embarque foi afetado devido às chuvas, indicou a Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. O Vietnã registrou o embarque de grande parte de sua produção de café da safra 2011/2012, estimada pela Organização Internacional do Café em 18,3 milhões de sacas. Brokersem Ho Chi Minavaliam que somente de 10% a 15% da produção do país estaria em mãos dos produtores, ao passo que os estoques seriam relativamente exíguos.

As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 15, somaram 481.379 sacas, contra 579.456 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 600 sacas, indo para 1.526.087 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.988 lotes, com as opções tendo 1.879 calls e 691 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 182,15, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,30, 185,50, 185,70 e 186,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00-173,90, 173,50, 173,00, 172,50, 172,20 e 172,00 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

VBP do café deve ficar em R$ 19,687 bilhões em 2012- 16/05/2012 VBP do café deve ficar em R$ 19,687 bilhões em 2012- 16/05/2012Comentários desativados

O valor bruto da produção (VBP) das 20 principais culturas agrícolas do país deverá alcançar R$ 211,2 bilhões em 2012, segundo estimativa recém-divulgada pelo Ministério da Agricultura. O montante é 3,4% menor que o estimado no início de abril (R$ 218,6 bilhões) e 2,3% inferior ao resultado de 2011 (R$ 216,3 bilhões). Esse ajuste expressivo sofreu a influência de uma forte redução na projeção para o VBP da cana-de-açúcar.

Previsto em R$ 46,8 bilhões no mês passado, o valor caiu para R$ 43,6 bilhões, mesmo assim 9,5% superior ao do ano passado. Assim, a cana não ocupará a liderança nesse ranking neste ano, como sinalizou o ministérioem abril. Comoa estimativa para o VBP da soja foi elevada para R$ 47,6 bilhões, ante os R$ 46,1 bilhões projetados anteriormente — a queda em relação a 2011 ainda chega a 12,9%, sobretudo por causa da seca que afetou a região Sul na safra 2011/12 —, a oleaginosa tende a retomar seu tradicional posto de carro-chefe do campo brasileiro na lista do VBP.

O milho segue em terceiro lugar, com valor bruto estimado em R$ 29,2 bilhões em 2012, R$ 700 milhões a mais que o previsto em abril e 16,4% acima do resultado de 2011. O salto reflete, principalmente, o previsto salto na produção da safra de inverno. O café fica em quarto lugar, com valor bruto estimado R$ 19,687 bilhões, alta de 5,26% em relação ao ano de 2011 e alta de 17,11% em relação a 2010.

Fonte: AgnoCafe

Um novo status para o café conilon capixaba- 16/05/2012 Um novo status para o café conilon capixaba- 16/05/2012(0)

Cafeicultores do Espírito Santo, o maior produtor nacional de robusta, também conhecido como conilon, querem provar que o grão pode ser “especial”, assim como os cafés finos provenientes dos arábicas. A empresa Cambraia Cafés pretende lançar no próximo mês o primeiro blend que leva conilon especial. A expectativa é que a produção desses grãos, iniciada há cerca de dois anos, tende a crescer.

Arábica e robusta são as principais espécies cultivadas no mundo, comumente classificadas como “variedades”. Considerado de “categoria inferior” se comparado ao arábica, principalmente no que se refere à qualidade da bebida, o conilon é mais usado em blends de torrado e moído e na fabricação de café solúvel. A meta é criar demanda para o produto, fazer o consumidor e a indústria entenderem a qualidade do conilon. Essas são as palavras do produtor Luís Carlos Gomes, que é um dos fornecedores para o novo blend.

Produtor de café arábica no Espírito Santo, resolveu investir também no conilon descascado, o que segundo ele, garante uma bebida melhor e mais suave. Este ano, o produtor deve colher pouco mais de 800 sacas diante de um total de 1.200 sacas de conilon, o mesmo volume da safra 2011/12. Para obter um produto classificado como especial, são necessários cuidados no manejo antes da colheita e no pós-colheita, além de uma posição geográfica favorável.

Gomes cultiva sua produçãoem Santa Teresa, noroeste do Estado, acima de400 metrosde altitude – antes considerado o limite para o plantio de robusta – e tem plantas em áreas com altitude de quase700 metros. Além de atender à demanda crescente por produtos de melhor qualidade, o conilon especial seria, na avaliação dele, uma forma de a indústria baratear o custo com a matéria-prima na medida em que a maior utilização do robusta, mais barato que o arábica, garante mais corpo à bebida e não interfere no blend final com grãos arábicas. O robusta tem maior concentração de cafeína e sabor mais “forte”.

A exemplo do que ocorre com os arábicas finos, o conilon especial alcança preços superiores. De acordo com o produtor Luís Carlos Gomes, uma saca especial valia R$ 260 contra R$ 202 da tradicional, no ano passado. Mas ele relata que alguns produtores conseguiram R$ 356 ante R$ 300 do grão tradicional. O cafeicultor acredita que o conilon especial tem um ganho real de 15% a 25% em relação ao produto comum. Além disso, tem a vantagem do custo menor e a produtividade maior que o arábica.

O produtor está otimista e prevê que o conilon vai tomar espaço do arábica, que hoje representa cerca de 75% do cultivo de café no país. Luís Carlos Gomes e mais alguns produtores procuraram a Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi) em busca de apoio. Há dois anos, a cooperativa incentiva a produção do conilon especial e paga um prêmio sobre o produto. O “ágio” foi de cerca de 40 reais por saca no ano passado. E nesta safra deve ser entre 10% e 15% sobre o valor dos tipos mais comuns. João Elvidio Galimberti, gerente de mercado de café da Coopeavi, disse que a cooperativa busca o mercado externo para competir com os melhores produtores de conilon na Índia e em alguns países da África.

Hoje o tipo especial representa cerca de 10% do recebimento de todo o volume de café robusta da Coopeavi. A expectativa é de chegar aos 15% e 20%. A primeira colheita significativa dos associados rendeu pouco mais de 4 mil sacas de conilon cereja descascado e 12 mil sacas de grãos lavados com secagem natural. Desse total, dois contêineres com 320 sacas cada um foram exportados para Rússia e Alemanha. Mais uma prova de teste será a colocação no mercado do primeiro blend de café fino produzido no Brasil que leva conilon especial. O produto será lançado no próximo mês pela mineira Cambraia Cafés.

A recém-criada companhia, com foco em cafés “gourmet”, fez parceria com um distribuidor nos Estados Unidos e firmou contrato de exclusividade de venda em uma rede de supermercados no Brasil. O blend, chamado de Zimbro, terá o mesmo preço de outros dois formados com café arábica e que serão lançados com a marca Cambraiaem junho. Henrique DiasCambraia, dono da empresa, diz que a inclusão do robusta especial não é só uma questão de preço.

O produto garante um café forte, com padrão bem brasileiro, além de chamar a atenção pela novidade. Nos testes feitos pela torrefadora, Cambraia informa que os consumidores receberam o produto com “surpresa positiva”, diz. O blend será vendido em grãos torrados e moídos em embalagens de250 gramas, de um quilo, além de sachês. O blend Zimbro marca a estreia da torrefadora, que por enquanto terá um volume pequeno de produção, em torno de 10 toneladas por mês, divididos pela metade para os mercados interno e externo. O produto deve representar 40% da oferta de café.

Além da nova bebida, a produção de grãos especiais é incentivada pela empresa Conilon Brasil, que presta assistência técnica aos produtores. O Projeto Conilon Especial desenvolve protocolos de boas práticas agrícolas nos municípios capixabas de Jaguaré e Vila Valério, seguindo os padrões do Coffee Quality Institute, dos Estados Unidos, referência no assunto. Criada em2009, aempresa quer identificar o potencial para a produção de conilon especial.

De 150 propriedades avaliadas, 20 delas apresentaram condições especiais para a produção. Mas Adelino Júnior Thomazini, diretor da Conilon Brasil, é otimista e crê que 50% destas propriedades estarão produzindo conilon fino em 2012. Thomazini explica que apesar de o conilon não ser rico em nuances de sabores como o arábica, com toques de fruta, chocolate, caramelo, castanha, etc, os cuidados no pós-colheita podem garantir a presença de algumas dessas características na bebida e valorizá-la por isso. “Com o tempo, o produto vai se transformar em um grande mercado como ocorre com o arábica”, prevê.

Fonte: AgnoCafe

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