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Fundos ‘fogem’ das commodities agrícolas- 15/05/2012(0) O recrudescimento da crise europeia e a crescente aversão dos investidores a ativos de risco já se reflete de maneira generalizada sobre os preços internacionais das commodities agrícolas. Pressionadas por vendas de fundos especulativos, os mercados devolveram os ganhos acumulados nos primeiros três meses do ano e já operam nos níveis de 2011. Ontem, a cesta de produtos de origem agropecuária do índice de commodities Dow Jones-UBS recuou mais 0,44% e atingiu a menor pontuação desde 19 de dezembro (74.147 pontos). O indicador havia subido pouco mais de 4% entre 31 de dezembro e 2 de abril, para 80.933 pontos, mas perdeu força e cedeu mais de 8,3% até o fechamento de ontem. Em2012, aperda acumulada chega a 4,67%. Em comparação, o índice CRB (que monitora uma cesta de commodities energéticas, metálicas e agrícolas) recuou 5,52% neste ano. De acordo com analistas, a retração é uma consequência direta das turbulências financeiras irradiadas da Europa, que levaram investidores a reduzir sua exposição aos ativos considerados de risco. É o que demonstram os números da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), que acompanha a movimentação dos investidores institucionais nos mercados futuros de commodities. Em praticamente todos os pregões, o que se vê são os fundos reduzindo sua posição comprada (com a qual apostam na alta dos preços) e aumentando sua posição vendida (com a qual tentam se antecipar a uma queda). Desde o fim de março, fundos reduziram em 85% sua posição comprada em açúcar na bolsa de Nova York – de 135 mil para pouco mais de 20 mil contratos. Em Chicago, sua posição comprada em milho foi reduzida à metade – de um total de 224 mil para 118 mil contratos. Nos mercados em que predomina a aposta na queda, o tom é cada vez mais pessimista. No mesmo período de comparação, os investidores aumentaram em 36% sua posição vendida em café e em 47% sua posição vendida em trigo,em Nova Yorke Chicago, respectivamente. Até duas semanas atrás, a soja vinha sendo poupada dessa aposta contra as commodities. Estimulados por fundamentos claramente altistas – quebra da produção sul-americana, forte demanda chinesa e necessidade de incentivar o aumento da área plantada nos Estados Unidos – os fundos montaram a maior posição de compra da história desse mercado, com mais de 253,8 mil contratos adquiridos. Contudo, o mercado não resistiu ao aumento das tensões no ambiente financeiro e perdeu sustentação. Na semana encerrada no último dia 8, fundos reduziram em quase 10% sua posição comprada em soja, para pouco mais de 230 mil contratos, de acordo com os últimos números oficiais. No mercado, especula-se, porém, que esse número já esteja perto de 200 mil. O reflexo sobre os preços é direto. Desde o dia 30 de abril, quando os contratos de soja para entrega em julho superaram a barreira dos US$ 15 por bushel, os preços já cederam 7,84%, para US$ 13,87 por bushel no fechamento de ontem. A cotação é a mais baixa em seis semanas. Ao diminuir a aposta na alta das commodities, os fundos não apenas reduzem sua exposição ao risco de uma desaceleração significativa na demanda por alimentos e fibras – algo ainda improvável, dado o vigor da economia chinesa -, mas também se ajustam a um cenário de maior estímulo à oferta de países como o Brasil, que experimentam uma desvalorização da sua moeda. Embora o preço da soja tenha caído quase 8% em dólar desde o dia 30, o preço em real não cedeu mais que 0,6%, conforme o indicador Cepea/Esalq. Em outras palavras, a desvalorização do real abre caminho para que os preços internacionais de algumas commodities – casos de soja, café e açúcar, por exemplo – recuem sem colocar em risco o equilíbrio entre oferta e demanda. Fonte: AgnoCafe |
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Produção agropecuária somará R$ 352 bi no ano 07/05/2012(0) A Confederação da Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) estimou que o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário deve crescer 5,3% em 2012, atingindo R$ 351,7 bilhões. O VBP da agricultura deve crescer 1,5%, para R$ 205,42 bilhões. Já o VBP dos produtos pecuários deve chegar aos R$ 146,3 bilhões neste ano, alta de 11,2%, em comparação aos R$ 131,5 bilhões registrados em 2011. O destaque deverá ser o valor bruto da carne bovina, que deve chegar a R$ 60,2 bilhões neste ano, 6,3% superior a2011. ACNA também divulgou dados sobre a balança comercial do agronegócioem março. Osaldo foi de US$ 6,2 bilhões no mês passado, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2011. Fonte: AgnoCafe |
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Código Florestal: entenda o que muda agora- 03/05/2012(0) A história E em 1965 o Presidente Castelo Branco sancionou o tão famoso Código Florestal a Lei Federal 4.771 que determinou os limites mínimos de Área de Preservação Permanente-APP e os percentuais mínimos de Reserva Legal-ARL. Nesta época definiu-se a APP (mata ciliar) em 5m (cinco metros) e a reserva legal em 50% na Amazônia e 20% nas demais regiões do País. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações”. “Aumenta o tamanho das faixas de terra ao longo dos rios e que não devem ser ocupadas, altera a nomenclatura de “Floresta” para “Vegetação Nativa”, e que a averbação da RL deveria ser na matrícula do imóvel” No entanto, nosso País continuava em expansão, em 1994 houve um pico de desmatamento da Amazônia. Se não bastasse no ano 2000 é reeditada a MP 1.511 sob o nº 2.166 onde colocou muitos proprietários na ilegalidade, pois, quem na época tinha desmatado legalmente os 50% de mata nativa deveriam recuperar até atingir os percentuais exigidos nesta MP (80%). Neste sentido inicia-se uma discussão em torno do Código Florestal para alteração do texto, assim no ano de 2009 foi criada a Comissão Especial para mudar Lei de relatoria do Deputado Federal Aldo Rebelo. No ano de 2012, seguindo os trâmites do Congresso Nacional volta-se o texto para aprovação das emendas, estrategicamente retira-se da Relatoria o Deputado Aldo Rebelo e nomeia-se o Deputado Relator Paulo Piau. Ele aproveitou o ensejo e faz 21 alterações no texto vindo do Senado, sendo apresentados 15 destaques, 12 foram votados, sendo 3 aceitos e 9 rejeitados. Primeiro, ele suprimiu do projeto a definição de áreas de proteção permanentes (APPs) nas cidades, incluídas pelo Senado. E recomendou que o tamanho deveria ser definido pelo plano diretor de cada cidade. Outra mudança feita foi motivada por uma questão de ordem apresentada pelo Partido Verde, Piau havia retirado do texto a necessidade do reflorestamento em áreas de proteção permanentes nas beiras dos rios. No entanto, os integrantes do partido verde argumentaram que ele não poderia fazer isso, já que a recomposição foi aprovada pela Câmara e pelo Senado. Marco Maia aceitou a contestação. Por isso, o texto acabou sendo modificado. E no início da noite da ultima quarta-feira, 24 de abril, o texto base voltou para a Câmara dos Deputados para novamente ser aprovado naquela Casa e finalmente no dia 25 de abril o texto foi aprovado, em votação nominal, foram 274 votos a favor, 184 contra, e duas abstenções. Para conseguir a aprovação, a bancada ruralista mostrou sua capacidade de mobilização. É importante salientar que, para o Estado de Mato Grosso, as alterações apresentadas neste novo texto foi muito bom, pois quase todas as nossas reinvindicações foram contempladas, se caso a Presidente Dilma sancionar a lei do jeito que está, acabará, por exemplo, com a insegurança jurídica. 1) APP – Áreas Consolidadas Para os imóveis rurais que possuam áreas consolidadas em APP ao longo de cursos d’água naturais, com largura de até 10 (dez) metros, será admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris, sendo obrigatória a recomposição das faixas marginais em 15 (quinze) metros, contados da borda da calha do leito regular. 2) ARL – Área de Reserva Legal A recuperação desta área poderá ser recomposta com espécies exóticas, porém, não poderá exceder a 50% (cinquenta por cento) da área total a ser recuperada, no entanto, poderá ser explorada economicamente. A compensação poderá ser feita mediante aquisição de Cota de Reserva Ambiental, em regime de servidão, ou em Unidade de Conservação, ou para fundo público que tenha essa finalidade. (regulamenta o FEMAM). Nos imóveis rurais de até 4 módulos rurais, e detinha, em 22 de julho de 2008, área com vegetação nativa em percentuais inferiores ao previsto na Lei, será constituída como área ocupada com vegetação nativa, vedadas novos desmates. 3) ARL & Zoneamento 4) Direito Adquirido – Áreas Consolidadas: Poderão provar essas situações por documentos tais como: A descrição de fatos históricos de ocupação da região, registros de comercialização, dados agropecuários da atividade, contratos e documentos bancários relativos à produção, e por todos os outros meios de prova em direito admitidos. Os proprietários de imóveis rurais, que possuam índice de Reserva Legal maior que 50% e não desmataram nos percentuais previstos pela legislação em vigor à época, poderão utilizar esta área para fins de constituição de servidão ambiental, Cota de Reserva Ambiental (CRA) e outros instrumentos congêneres previstos nesta Lei. 5) Programa de Regularização Ambiental – PRA A Adesão dos móveis rurais no CAR deverá ser no prazo de 1 ano, contando da implantação do PRA, podendo ser prorrogada para mais 1 ano; O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbação no Cartório de Registro de Imóveis; Recomendação: A Aprosoja recomenda aos seus associados que aguardem a sanção da Presidente Dilma Rousseff. Fonte: Coffee Break |
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Expansão do agronegócio continuará forte até 2022- 02/05/2012(0) O agronegócio brasileiro continuará a crescer a taxas maiores do que a produção média mundial de grãos, carnes e açúcar. Haverá uma desaceleração no ritmo de expansão agrícola no país até 2022 em relação aos últimos dez anos, mas ainda assim será um incremento vigoroso. Essa é uma das principais conclusões do mais amplo estudo já realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre o setor, que será divulgado hoje. O trabalho consolida uma nova postura da entidade em relação ao agronegócio e sua importância inclusive para outros setores da economia. Realizado em parceria com o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), o “Outlook Brasil – Projeções para o Agronegócio” está focado em dez grandes cadeias (algodão, arroz, cana, trigo, feijão, milho, soja, carne bovina, carne de frango e carne suína). O levantamento estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos principais segmentos analisados vai ter um crescimento de 42% até 2022, para R$ 578,2 bilhões. Apesar do avanço pujante, a participação desse universo de produtos no PIB nacional tende a cair de 11%, em 2010, para 9% em 2022, em virtude do fortalecimento do setor de serviços. Fonte: AgnoCafe |
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Brasileiro é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo- 02/05/2012(0) Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros é contaminado por estes produtos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) durante o primeiro congresso mundial de nutrição, que termina nesta terça-feira (1) no Rio de Janeiro. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, no Brasil o aumento foi de 190%. Em 2008, o país ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de liderança, com uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões – mais que os EUA e a Europa. A Abrasco alertou sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e na segurança alimentar. Segundo dados da Anvisa, o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou na última safra (2º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011) 936 mil toneladas de produtos, sendo e 246 mil toneladas importadas. Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo, que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor. Na safra de 2011 no Brasil, foram plantados 71 milhões de hectares de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a cerca de 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas. O consumo médio por hectare nas lavouras é de12 litrospor hectare, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). A soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada. Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja. “Isso revela um quadro preocupante de concentração no uso de ingrediente ativo de 22 fungicidas por área plantada em hortaliças no Brasil, podendo chegar entre8 a16 vezes mais agrotóxico por hectare do que o utilizado na cultura da soja, por exemplo”, alertou a Abrasco. A associação revelou ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. De acordo com especialistas, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais. Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno. Não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. Segundo o IBGE, cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que 90% desta população consome frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável. A Abrasco defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente, assim como o fim da pulverização aérea de agrotóxicos. Fonte: AgnoCafe |
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Código Florestal: O Brasil fez opção correta pela produção sustentável de alimento barato, diz Kátia – 26/04/2012(0) O Brasil fez ontem uma opção correta pela produção sustentável de alimento barato e de qualidade, garantido segurança jurídica para que cada um dos produtores rurais do País invista na produção de grãos, carnes, matéria-prima para biocombustível e na silvicultura. Para a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, a votação expressiva de ontem – 274 votos a favor – mostra que a sociedade brasileira compreendeu a importância da agropecuária brasileira para a economia do País e também o compromisso do setor com a preservação ambiental. Pela primeira vez desde 1965, o Congresso Nacional pode debater detalhadamente as questões ambientais e decidir sobre o tema, escolhendo o caminho da produção agropecuária sustentável, afirmou a senadora Kátia Abreu. A presidente da CNA lembrou que as atividades agropecuárias ocupam apenas 27,7% do território nacional de 851 milhões de hectares. O restante do País, 61%, está preservado com florestas nativas, condição que não se vê em nenhum outro lugar do mundo. “O novo Código Florestal manterá essas características, garantindo as condições necessárias para que os produtores do País continuem produzindo em volume suficiente para abastecer o mercado interno e as exportações”, afirmou a senadora Kátia Abreu. Ao comentar a votação, a presidente da CNA cumprimentou o Congresso Nacional, que, segundo ela, entendeu a necessidade de revisão da legislação ambiental e debateu o tema exaustivamente de forma democrática. A presidente da CNA reforçou, também, sua confiança nos estados, que terão papel fundamental no processo de implantação do novo Código Florestal, competência assegurada pelo Artigo 24 da Constituição Federal. “Temos a confiança de que os estados terão responsabilidade e competência para legislar levando em consideração as peculiaridades de cada região de um Brasil continental”, afirmou. Para a senadora Kátia Abreu, com o novo Código Florestal o Brasil pode levar para a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro, uma importante posição, reforçando compromissos que já estão sendo cumpridos pelo País. Citou a redução em cerca de 80% do desmatamento no País, 10 anos antes da meta assumida em 2009, dur ante a Cop-15, de Copenhague, na Dinamarca. “O Brasil é o único país do mundo que tem autoridade moral para discutir questões ambientais, pois além de ser um dos maiores produtores de comida, preserva 61% de seus biomas”, completou. Fonte : O Girassol |
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Soja : Agricultores têm perdas de 32% na safra de soja – 26/04/2012(0) A safra de soja no município de Dourados – um dos três maiores produtores de Mato Grosso do Sul, deverá ter uma redução média de 32% em consequência dos períodos de seca registrados na segunda quinzena de dezembro e nos primeiros 15 dias de janeiro. Foram plantados na safra 2011/2012 em torno de 140 mil hectares pelos agricultores douradenses que amargarão prejuízos superiores a R$ 100 milhões. O que atualmente ainda mantém certo otimismo do setor são os preços do grão que tem variado de R$ 41 a R$ 42, no disponível. Essa avaliação foi feita durante a reunião bimensal da Comissão Regional de Estatísticas Agropecuárias (Corea), do IBGE, reunindo a assistência técnica de cooperativas, bancos e de escritórios de planejamento rural. A colheita ainda está no inicio com 5% da soja j a retirada das lavouras. A produtividade inicial prevista era de 3.780 quilos por hectare, correspondendo a 63 sacas, mas com o clima desfavorável deverão ser colhidas 2.580 kg, equivalentes a 43 sacas. Ou seja, as perdas medias serão de 20 sacas/ha resultando numa frustração final de R$ 2,8 milhões de sacas. Em dinheiro, isso representará R$ 114,8 milhões a menos no faturamento dos produtores de Dourados. Alta temperatura, falta de chuva, baixa umidade o que provocaram o que os técnicos chamam de “morte súbita” da planta. De acordo com os técnicos, a medida que a colheita da soja for avançando será possível fazer um diagnóstico mais preciso das quebra da safra, podendo as perdas serem mantidas nos 32% ou serem ampliadas. Fonte : Correio do Estado |
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Agronegócio : Demanda por adubo cresce 6,9 % no 1º trimestre – 18/04/2012 :(0) As entregas de fertilizantes para o consumidor final totalizaram 5,301 milhões de toneladas entre janeiro e março, um aumento de 6,9% ante as 4,96 milhões registradas no mesmo período de 2011. Os números são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Mato Grosso continua na liderança do ranking, com 1,031 milhão de toneladas entregues no 1 trimestre, um crescimento anual De acordo com a Anda, há aumento da demanda por fertilizantes nitrogenados, impulsionada principalmente pelas culturas de cana-de-açúcar, algodão, café, milho safrinha e arroz. Já a maior procura por produtos fosfatados se deve às demandas para milho safrinha, algodão e cana. No caso dos produtos com base em potássio, houve uma redução de 1,1% nas entregas do nutriente nos primeiros três meses do ano, tanto nos formulados quanto nas coberturas de elementos A produção nacional no acumulado de janeiro a março cresceu 1,71% em relação a 2011, para 2,199 milhões de toneladas. Já as importações no mesmo período caíram 27,86%, para 2,999 milhões, ante 4,157 milhões no 1 trimestre de 2011. E depois de um 1 trimestre de estabilidade, os preços internos dos fertilizantes nitrogenados subiram, em média, 2,6% em abril, na comparação com março, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. O preço da ureia agrícola, por exemplo, teve reajuste de 2,8% no período. A tonelada do adubo está cotada a uma média de R$ 1.207 em São Paulo. O valor é 3% maior em relação Rafael Ribeiro de Lima Filho, analista da Scot Consultoria, diz que a pressão nos preços vem principalmente dos Estados Unidos, que deve consumir mais o nutriente nitrogênio em função da maior produção de milho na temporada 2012/13. Lima Filho acredita que o comportamento dos preços nos próximos meses vai depender do ritmo das compras das empresas. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), cerca de 70% da demanda por fertilizantes do Estado para o plantio da safra 2012/13 (que vai de setembro a novembro) foi adquirida até o 1 trimestre deste ano, contra 68% no mesmo período de 2011. Historicamente, a aquisição de adubos se concentra no 2 semestre. Daniel Latorraca Ferreira, gestor do Imea, explica Fonte : Valor Economico |
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43% dos fertilizantes estão fora de padrão-04/04/2012(0) Pelo menos 43% dos fertilizantes adquiridos por produtores de grãos de Mato Grosso na safra 2011/12 estavam fora de padrão, com algum tipo de irregularidade. Os dados são da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e de Milho do Estado de Mato Grosso). “Não questionamos preços dos insumos, mas não abrimos mão da qualidade”, diz Naildo Lopes, da Comissão de Gestão de Produção da entidade. Os produtores de Mato Grosso também se queixam da qualidade de parte das sementes de milho recebidas. Segundo a entidade, de 2% a 5% do total de sementes de milho entregues nesta safra eram de “má qualidade”, tiveram atraso na entrega, foram trocadas ou canceladas. Considerando uma média de 3% da semente de milho com problema de germinação, pelo menos 75 mil hectares -dos 2,5 milhões semeados- foram afetados. Com uma produtividade média de 70 sacas por hectare, os produtores deixaram de colher 5,2 milhões de sacas. “Prejuízo de R$ 84 milhões, se considerado o valor de R$ 16 por saca”, diz Lopes. O percentual máximo de irregularidades nos fertilizantes tolerado pelo Ministério da Agricultura é de 10% das entregas das indústrias, o que representa 500 mil toneladas do consumo de Mato Grosso. Para Lopes, o alto percentual de irregularidades potencializa perdas. “O prejuízo é grande quando se considera que o produtor pagou US$ 400 por tonelada”, diz. A Aprosoja propõe maior e mais ágil fiscalização do Ministério da Agricultura. O estudo, que considerou 79 amostras, foi apresentado ontem ao ministro Mendes Ribeiro, que, segundo a Aprosoja, prometeu ampliar a fiscalização. Oficialmente, o ministério não se pronunciou. Outro lado A Associação Brasileira de Sementes (Abrasem) admite que pode ter ocorrido, em momentos pontuais, escassez de sementes de alta tecnologia, por causa do forte aumento de demanda. “Mas é difícil validar a informação da Aprosoja de baixa qualidade das sementes diante do ganho de produtividade de 11% na safra de milho do Estado”, diz Paulo Campante, da Abrasem. Carlos Eduardo Florence, diretor da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), também diz que, se os adubos entregues no Brasil estivessem fora do padrão, “não teríamos a produtividade que o país tem hoje”. Ele questionou a qualidade do estudo. “Não sabemos quem fez a coleta das amostras e a análise. Os dados da Aprosoja não batem com os do ministério, que mostram irregularidade desprezível para efeito estatístico”, diz. Fonte: AgnoCafe |
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Artigo : Queda do consumo e estoques elevados?? , por Rodrigo Costa- 02/04/2012(0) O primeiro trimestre de 2012 fechou com altos ganhos para os principais índices de ações no mundo, com destaque para o desempenho positivo do Nasdaq de 18.67%, seguido pela alta de 17.78% da bolsa alemã (DAX), do S&P500 + 12%, e pela Bovespa que ganhou 13.67%. Dentre os índices de commodities apenas o GSCI teve ganhos expressivos, enquanto o DJAIG e o CRB estão virtualmente no mesmo patamar que encerram 2011. Por outro lado se dermos um “zoom” nos componentes das cestas, notaremos que a gasolina subiu 19.35%, a soja 17.69% e a prata 16.33%. Os grandes perdedores foram o gás natural com baixa de 39.78%, o café em NY que caiu 19.79% e o níquel que escorregou 4.73%. A queda do gás se justifica pelo inverno ameno nos Estados Unidos e pela oferta abundante do produto em função da extração via “fracking”, e o café, tem algum fundamento por trás? Como fui um participante convidado para fazer palestra e moderar um painel na última semana no encontro da NCA (National Coffee Association) aqui nos Estados Unidos, muito me surpreendeu a opinião de alguns analistas que vieram conversar comigo e que estão bastante baixistas para nosso mercado. No painel que moderei, um membro apontou para a queda da demanda nos Estados Unidos, Europa e Japão. Em papos pelos corredores e em reuniões, muitos apontaram para um estoque grande como o motivo das baixas do terminal. Outros finalmente vêem um prognóstico de aumento forte na produção mundial. Claro que não são unânimes estas opiniões, mas acho excelente o debate de idéias tão diferentes, pois isto nos força a fazermos exercícios que nos deixem mais seguros em nossos pensamentos, ou simplesmente nos façam mudar de lado/opinião. Então vamos lá: no que se refere a diminuição de consumo, informação para lá de difícil de ser coletada, as importações das regiões mencionadas não indicam que isto tenha ocorrido – com exceção do Japão que em função do triste tsunami e dos vazamentos radioativos em Fukushima provocaram uma grande queda da atividade econômica do país. Olhando para os estoques mundiais, outro dado impreciso, o aumento que pudemos visualizar foi dos cafés certificados da LIFFE, que por sinal estão desaparecendo ainda mais rapidamente do que aumentaram. Os outros estoques, assunto para debate infindável e não-conciliatório, sofreram queda (foram utilizados) em função da alta dos preços, principalmente nos destinos. Nas origens, leia-se Brasil, aparentemente os estoques eram/são um pouco maiores do que se imaginava, mas dizer que há uma folga é exagero. O último ponto dos baixistas, que mencionam aumento de produção, notou-se apenas em dois ou três países, enquanto nos demais ou estão estáveis ou caíram ainda mais – como no caso da Colômbia. Dirão que é efeito do ciclo da commodity, o que pode ser verdade, mas se a área plantada não incrementou significativamente de onde virá tanto café? Ganho de produtividade pode ser a resposta, esta sim de resposta mais rápida dada uma maior utilização de insumos/adubos, permitida pelo preço da saca que estava negociando a níveis vantajosos para os produtores – entretanto o efeito já está aí na colheita de safras maiores recentes, não é?! Há um fator que surpreendeu negativamente a todos, inclusive a mim, que foi uma migração do consumo (ainda maior) para cafés de qualidades menos-nobres. O motivo é um melhor aproveitamento de cafés especiais em “pods” e cápsulas (que diminuem o desperdício) e também é fruto de uma aceleração do consumo em países que tomam o solúvel ou que não ainda não tenham um paladar “sofisticado”. Uma última explicação, complementar, é a maior participação de produtos com “private-label” que talvez tenham um menor comprometimento com as misturas. Outro ponto que podemos culpar pelas baixas recentes é a consequência do comportamento do mercado futuro nos últimos 2 anos, que foi de altas constantes e que se sustentaram como nunca antes ocorrido no café. Isto fez com que os produtores tenham acertado em segurar seus cafés e venderem mais tarde, pois cada mês que passava maiores eram os preços. Quando então a queda aconteceu muitos mantiveram a calma, entretanto outros tantos acharam mais prudente se desfazer logo de suas “poupanças em grãos” antes que fosse tarde demais, o que fez com os diferenciais caíssem junto com a queda da bolsa – algo um tanto atípico. Em suma, não creio que os baixistas estão certos em enunciar queda de consumo, estoques altos e perspectiva alta de produção como pano de fundo para apostar na continuação da queda do “C”. Acredito que os fundos vendidos em volume recorde, segundo o relatório CIT do CFTC, é um sinal de que estamos mais próximos do piso do que do teto. Mas ao mesmo tempo teremos que ter paciência para ver os preços próximos de US$ 220 centavos por libra-peso, o que acho que só volta a acontecer no último trimestre deste ano. Aproveito o espaço para me desculpar por não ter postado meu comentário na semana passada por motivos de viagem e agenda profissional cheia. É bom saber que muitos sentiram falta do relatório. Fonte: AgnoCafe |
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