Café : NY avança pelo segundo dia seguido e mantém recuperação – 08/02/2018

São Paulo, 08/02/2018 – Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram a subir ontem, pelo segundo pregão consecutivo, em meio à baixa volatilidade. Participantes aguardam agora se o movimento de recuperação terá forças para levar o grão a romper resistências importantes.

A resistência mais próxima está em 123,90 (máxima de ontem) e nos 125 pontos, nível que pode incentivar recompra de posições por parte dos fundos de investimento, que estão bastante vendidos. No outro lado, os suportes para o vencimento março estão em 120 cents, 119,60 cents e 118,30 cents.

O dólar continua avançando no mercado internacional e, caso persista, pode impedir uma recuperação consistente. A valorização da divisa ante o real estimula as exportações do Brasil, o que eleva a oferta e tem efeito baixista sobre os preços.

A moeda norte-americana subiu ontem depois que líderes republicanos e democratas no Senado dos Estados Unidos anunciaram um acordo orçamentário, que estende o financiamento ao governo em dois anos, sem o qual o governo de Donald Trump poderia paralisar. No mercado interno, o dólar acompanhou o movimento do Exterior. A divisa terminou a sessão de negócios cotada a R$ 3,2747 no mercado à vista, em alta de 0,98%.

As operações de rolagem dos contratos de café em Nova York, para fora do vencimento março/18, se intensificam nesta semana. O início do período de notificação de entrega começa em 20 de fevereiro. De terça-feira (6) para ontem, os lotes no março/18 recuaram de 103.083 para 93.890 contratos. Enquanto isso, em igual período, o número de contratos em aberto no maio/18 saltaram de 78.834 para 84.663 contratos.

Ontem, o mercado trabalhou em alta em boa parte do pregão, sustentado por compras de oportunidade, mas com pouca volatilidade (variação de apenas 130 pontos). O vencimento março subiu 45 pontos (0,37%), para 123,30 centavos de dólar por libra-peso. A máxima do dia ficou em 123,90 cents (mais 105 pontos ante o fechamento anterior) e a mínima, 122,60 cents (menos 25 pontos).

Entre outras notícias, a Organização Internacional do Café (OIC) informou ontem que a produção mundial do grão em 2017/18 está estimada em 158,93 milhões de sacas de 60 kg, o que representa pequeno aumento de 0,8% em comparação com o período anterior (157,69 milhões de sacas). A participação do café arábica no total da produção é de 62,2% em comparação com 64,8% em 2016/17. Já a participação de robusta representou 35,2% da produção mundial em 2016/17 e 37,8% em 2017/18.

A Somar Meteorologia informou que áreas de instabilidade, formadas a mais de 10 km de altura, ainda mantêm as condições para chuva entre o norte paulista e os demais Estados do Sudeste amanhã. Os maiores volumes de água ocorrem mais ao sul, Triângulo e oeste mineiro. Em contrapartida, na metade sul (como a região de Campinas) e litoral de São Paulo, a massa de ar mais seco continua predominando e deixando o tempo ensolarado.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que os futuros de arábica trabalharam perto da estabilidade ontem, sustentando os preços do grão no mercado físico. Apesar de muitos produtores continuarem retraídos, a alta do dólar permitiu o fechamento de alguns negócios. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, encerrou a R$ 442,33/saca de 60 kg, praticamente estável (-0,08%) na comparação com a terça-feira, 6.

Agentes continuam retraídos e os negócios, calmos, no mercado de robusta. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 320,18/saca de 60 kg, elevação de 0,6% em relação ao dia anterior. Para o tipo 7/8, bica corrida, a média ficou em R$ 310,76/saca de 60 kg, queda de 0,6% no mesmo comparativo – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte : Agência Estado/Broadcast

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-0.10
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