Café : Mercado em NY deve manter tendência negativa ; Fundos mais vendidos – 09/04/2018

São Paulo, 09/04/2018 – Os contratos futuros de café arábica iniciam a semana com tendência baixista na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado continua pressionado pela perspectiva de grande oferta da safra brasileira, a maior do mundo, que está em fase inicial de colheita. Os fundos, no entanto, elevaram o saldo vendido.

A colheita de café conilon (robusta) já começou em Rondônia, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Já a safra de arábica deve ser tirada do campo um pouco mais à frente, principalmente em Minas Gerais, maior Estado produtor dessa variedade. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu primeiro levantamento sobre a safra 2018, de janeiro, estimou a produção brasileira entre 54,44 milhões e 58,51 milhões de sacas, o que corresponde a um crescimento de 21,1% a 30,1% em relação ao ano passado.

Tecnicamente, os futuros de arábica só devem sinalizar mudança de tendência acima de 125 centavos de dólar por libra-peso. Antes, porém, o mercado deve romper outras resistências, como 119 cents e 121 cents. Na parte de baixo, os suportes estão em 116,50 cents, 113 cents e 110 cents.

Os fundos de investimento continuam a carregar saldo líquido vendido em café em Nova York. Esses participantes elevaram o saldo líquido vendido de 55.978 lotes no dia 27 de março para 61.685 lotes no dia 3 de abril, considerando futuros e opções, mostrou na sexta relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), com posicionamento de traders.

Já os fundos de índice diminuíram o saldo líquido comprado no período de 40.068 lotes para 38.713 lotes. Levando em conta apenas o mercado futuro, os fundos aumentaram o saldo líquido vendido de 39.970 lotes para 44.600 lotes.

As rolagens de posição para fora do vencimento maio/18 se intensificam antes do início do período de notificação de entrega, a partir de 20 de abril. Isso ocorre com a negociação de spreads, principalmente o maio/julho. Até quinta-feira (4), o vencimento maio/18 acumulava 120.674 contratos em aberto, enquanto julho/18 tinha em aberto 78.286 lotes, para um total geral de 279.197 lotes.

O dólar perdeu força na sexta-feira, em meio ao aumento nas tensões comerciais entre EUA e China. Além disso, a moeda foi pressionada pelo relatório de empregos (payroll) dos EUA de março, que mostrou menos geração de vagas do que o esperado.

No mercado doméstico, entretanto, o dólar ante o real acelerou ganhos no fim da manhã em meio ao aumento forte da demanda, que levou a moeda a bater níveis de stop loss (interrupção de perdas). Segundo corretores, o mercado reagia à informação de que o ex-presidente poderá não se entregar à Polícia Federal, além do aumento da tensão externa com a briga comercial entre EUA e China.

O giro de negócios disparou em relação ao habitual no período. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,67%, cotado a R$ 3,3630, maior cotação desde 18 de maio do ano passado. Naquela ocasião, a revelação de áudios do empresário Joesley Batista comprometendo o presidente Michel Temer levaram a divisa a uma valorização de 8,07% (aos R$ 3,3868) e o Índice Bovespa a uma perda de 8,80%, com direito a acionamento do “circuit breaker”. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,81%.

Com relação ao clima nas regiões produtoras brasileiras, a Somar Meteorologia informa que áreas de instabilidade que se formam a mais de 10km de altitude favorecerem pancadas de chuva em grande parte do Sudeste, inclusive no Estado de São Paulo. No entanto, os volumes de chuva previstos não são tão expressivos. A temperatura continua elevada, prevê a Somar.

Os futuros do café trabalharam nos dois lados do mercado no pregão de sexta, em meio à baixa volatilidade. O vencimento maio acabou fechando com queda de 0,09% (10 pontos), a 117,45 cents. O mercado registrou máxima de 118,05 cents (mais 50 pontos) e mínima de 116,80 cents (menos 75 pontos).

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica tiveram leve alta na sexta no mercado físico. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 428,07/saca de 60 kg hoje, aumento de 0,6% na comparação com o dia anterior.

Os preços do robusta avançaram na sexta, influenciados pelo dólar e, principalmente, pela retração de vendedores. O Indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 316,53/saca de 60 kg, avanço de 0,5% em relação ao dia anterior. O robusta tipo 7/8, bica corrida, foi cotado a R$ 306,79/saca, também com elevação de 0,5% – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte : Agência Estado

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Cotações - Café, Dólar, Índices


  Café NY
Ativo
Último
Var.
Fech.
Julho/2018
Setembro/2018
101.20
Dezembro/2018
104.70
Março/2019
107.95
Maio/2019
110.30
 
  Café BMF
Ativo
Último
Var.
Fech.
Setembro/2018
122.00
+0.70
121.30
Dezembro/2018
122.40
+0.00
122.40
Setembro/2019
133.20
-0.50
133.20
Dezembro/2019
137.50
-0.65
137.50
 
  Café Londres Robusta
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Último
Var.
Fech.
Julho/2018
Setembro/2018
1643
Novembro / 2018
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Janeiro/2019
1551
Março/2019
1558
 
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