Café : Mercado em NY continua dentro de intervalo , de olho no Dólar – 09/02/2018

São Paulo, 09/02/2018 – Depois de tentar uma recuperação, os futuros do café voltaram a recuar ontem depois de duas sessões seguidas de alta. Sem novidades fundamentais, o mercado trabalha em meio à baixa volatilidade, com compras e vendas especulativas. Participantes aguardam os dados mais recentes sobre o posicionamento dos fundos no mercado para avaliar o rumo dos preços para a próxima semana.

Conforme o mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), referente à semana encerrada na terça (30), os fundos diminuíram o saldo líquido vendido em café em Nova York. O saldo líquido vendido passou de 58.970 lotes no dia 23 de janeiro para 53.965 lotes no dia 30 janeiro, considerando futuros e opções. A posição, entretanto, está bastante elevada e não deve mudar antes de novas notícias fundamentais.

Apesar disso, no início desta semana, o grão mostrou ausência de vendas abaixo de 120 centavos de dólar por libra-peso, o que sustentou o mercado. Os contratos, base março/18, oscilam dentro de intervalo entre 119 cents e 125 cents.

Ontem o fortalecimento do dólar prejudicou o desempenho do café. No Exterior, ainda persiste o nervosismo e a volatilidade gerados pelo temor de paralisação do governo Donald Trump, no caso de fracassar o acordo em torno do orçamento do país. No mercado doméstico, o dólar acompanhou o movimento do Exterior. No mercado à vista, o dólar encerrou cotado a R$ 3,2795, com ganho de 0,15%.

As rolagens de posição dos futuros de café em Nova York vão se encerrando, antes do início do período de notificação de entrega do vencimento março/18, a partir do dia 20. Na terça, com a negociação de spreads, março/18 tinha em aberto 93.890 lotes, enquanto maio/18 já acumulava 84.663 lotes, para um total geral de 250.258 contratos.

Hoje o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgará os números da exportação em janeiro. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgou no dia 1º que o Brasil exportou 2,618 milhões de sacas de 60 kg em janeiro (22 dias úteis), o que corresponde a um aumento de 6,4% em relação a igual mês do ano passado (2,461 milhões de sacas).

Ontem, o mercado trabalhou alternando entre altas e baixas durante o dia, com baixa volatilidade. O vencimento março caiu 45 pontos (0,36%), para 122,85 centavos de dólar por libra-peso. A máxima do dia ficou em 124,40 cents (mais 110 pontos ante o fechamento anterior) e a mínima, 121,75 cents (menos 155 pontos).

Pelos indicadores técnicos, a resistência mais próxima está nos 124,40 cents (máxima de ontem) e 125 cents. Na parte de baixo, os suportes para o vencimento março estão em 120 cents, 119,60 cents e 118,30 cents.

A Somar Meteorologia informa que o tempo fica seco no nordeste de Minas Gerais e em grande parte do Espírito Santo amanhã, sábado de carnaval no Brasil, por causa do avanço de um ar mais seco para a região. Nas demais áreas do Sudeste, as pancadas de chuva se espalham e vem de forma mais volumosa no sul mineiro e também em São Paulo, em virtude da aproximação de uma frente fria e as áreas de instabilidade formadas a mais de 10km de altura na atmosfera.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que os preços do arábica no mercado físico encerraram mais um dia praticamente estáveis. Apesar dos futuros da variedade operarem boa parte do pregão em baixa, o dólar se manteve valorizado no dia, sustentando as cotações no Brasil. Conforme o Cepea, esse cenário também possibilitou o fechamento de alguns negócios no spot. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, terminou o dia a R$ 442,31/saca de 60 kg, estável na comparação com a quarta-feira, 7.

A liquidez do mercado robusta continua baixa. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 320,68/saca de 60 kg, praticamente estável (+0,1%) em relação ao dia anterior. Para o tipo 7/8, bica corrida, a média ficou em R$ 309,18/saca de 60 kg, queda de 0,5% no mesmo comparativo – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte : Agência Estado / Broadcast

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-0.10
131.20
Dezembro/2018
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