Café : Com viés de baixa , mercado em NY pode testar 120,15 cents – 02/02/2018

São Paulo, 02/02/2018 – Os futuros de café arábica na Bolsa de Nova York podem buscar novas mínimas no pregão desta sexta-feira, após se aproximarem ontem do suporte de 120,15 cents (mínima do dia 17 de janeiro). Analistas destacaram que o foco agora está no início da colheita no Brasil, que pode lançar um grande volume de café no mercado. Entretanto, participantes têm evitado mudanças bruscas em suas posições, já que café na planta não é certeza de colheita farta e o clima sempre pode mudar o cenário do grão, que está em fase importante de maturação.

Os fundos de investimento continuam bastante vendidos em café em Nova York. Para hoje, participantes vão ficar de olho se esses players quebrarão o recorde de saldo líquido vendido, ou se vão dar início a um movimento de recompra de posição, que poderia sustentar o mercado no curto prazo. Os fundos alcançaram saldo líquido vendido recorde de 58.970 lotes no dia 23 janeiro, considerando futuros e opções, de acordo com relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês).

Analistas destacaram que muitos produtores no Brasil estão segurando café da safra passada à espera de melhores preços. Com a chegada da nova safra, que segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode alcançar as 58 milhões de sacas, os cafeicultores vão precisar de espaço em seus armazéns. O estoque certificado na ICE US caiu ontem 5.572 sacas, para 1.970.042 sacas.

Nesse cenário, a exportação brasileira de café em grão no mês de janeiro (22 dias úteis) alcançou 2,618 milhões de sacas de 60 kg, alta de 6,4% em relação a igual mês do ano passado, conforme divulgou ontem a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Quando comparada com dezembro passado, a exportação de café em janeiro apresenta elevação de 1,5% em termos de volume – em dezembro os embarques somaram 2,580 milhões de sacas.

O dólar fechou em queda ontem, acompanhando o movimento do Exterior. Segundo corretores, houve um repique de alta ante o real decorrente de sinais de fortalecimento da economia norte-americana, com base em indicadores do mercado de trabalho e do setor industrial dos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,22%, a R$ 3,1433, destoando da máxima de R$ 3,1630 (+0,40%).

Além disso, participantes dão continuidade as operações de rolagem de posição antes do início do período de notificação de entrega do vencimento março, que começa no dia 20 de fevereiro para o arábica. De terça-feira para ontem, os lotes do mês recuaram de 111.499 para 107.870. Enquanto isso, em igual período, o maio/18 saltou de 63.803 para 67.034 lotes.

Ontem, os futuros recuaram pela terceira sessão seguida, em meio à baixa volatilidade. O vencimento março do arábica fechou em queda de 45 pontos (0,37%), a 121,40 cents. A máxima do dia ficou em 122,30 cents (mais 45 pontos) e mínima de 120,35 cents (menos 150 pontos). Pelos indicadores técnicos, a resistência mais próxima está em 129 cents, que poderia trazer de volta o viés altista. O suporte mais importante continua em 120,15 cents.

Para esta sexta-feira, o Climatempo informou que a chuva persiste nas áreas produtoras brasileiras e pode ser forte no Espírito Santo e no centro-norte de Minas Gerais. No Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo o céu fica nublado e chove fraco. A previsão é de sol e chuva a partir da tarde no oeste de Minas Gerais e norte de São Paulo. O sol aparece e não chove nas demais áreas da região Sudeste.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq?USP) informam que o primeiro dia de fevereiro registrou recuo nos preços do mercado físico do arábica, por causa das quedas das cotações externas da variedade e do dólar, cenário que também limitou os negócios. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, encerrou a R$ 439,89 a saca de 60 kg, baixa de 1% na comparação com a quarta-feira, 31.

Os preços internos do robusta se elevaram, reflexo da alta externa do grão, informa o Cepea. Entretanto, agentes continuam retraídos e os negócios, calmos. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 319,08/saca de 60 kg, elevação de 0,6% em relação ao dia anterior. Para o tipo 7/8, bica corrida, a média ficou em R$ 310,48/saca de 60 kg, avanço de 0,4% no mesmo comparativo – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte : Agência Estado

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Março/2019
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Maio/2019
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+2.85
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139.90
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150.65
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